7.10.11

  
A Alte Nationalgalerie, construída por Friedrich Stuler em 1863, exibe arte europeia do século XIX, incluindo quadros de Pissarro, Cézanne, Delacroix, Degas, van Gogh, Monet, Manet e Renoir e esculturas de Reinhold Begas e Otto Geyers. Alberga a maior colecção do mundo de Adolph von Menzel, um dos artistas mais conhecidos de Berlim.

O museu em si não fica na memória, mesmo para apreciadores da pintura impressionista (que é o caso). No entanto, apreciámos bastante as salas dedicadas a von Menzel.

6.10.11


Desenhado por Friedrich Stuler e construído entre 1843 e 1855, o Neues Museum foi encerrado pelos nazis em 1939 e ficou muito danificado nos bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial. A reconstrução foi projectada pelo arquitecto britânico David Chipperfield e o museu reabriu em 2009, albergando a colecção egípcia e a colecção pré-histórica.

De salientar o famoso busto da rainha egípcia Nefertiti, que data de 1360 a.c e que foi descoberto em 1912, o busto da Rainha Tiy e a Passagem Monumental de Kalabasha, construída pelo Imperador Augusto em 30 a.c.

Apesar de não sermos apreciadores de arte pré-histórica, tínhamos altas expectativas em relação ao Neues Museum e ficámos um pouco desapontados. O edifício em si está muito bonito e tem uma arquitectura no mínimo original uma vez que, apesar de ter sido reconstruído, não pretende esconder os danos que o museu sofreu durante a 2ª Guerra Mundial. No entanto, não achámos a colecção interessante - pelo menos em comparação com os outros museus que visitámos na Museuminsel.

5.10.11



O Altes Museum, desenhado por Schinkel em 1830 e restaurado em 1966, tem uma arquitectura semelhante um templo grego coríntio e exibe arte e escultura da antiga Roma e da antiga Grécia - estátuas gregas, estátuas romanas, vasos, jóias e baixelas de ouro e prata. Juntamente com os restantes edifícios da Museuminsel foi eleito Património Mundial da Unesco em 1999. 

 
O Altes Museum oi o primeiro museu que nós visitámos na Museuminsel e gostámos bastante. Foi-nos fornecido um áudio-guia gratuito com informação detalhada em inglês sobre algumas das peças em exposição. 
O museu tem dois andares e, no geral, é um museu que se vê bastante bem - não sendo muito grande, tem o essencial. Enquanto lá estivemos estava a ocorrer uma exposição temporária bastante interessante sobre o erotismo na arte antiga. No total, demorámos duas horas a visitar este museu. 

4.10.11


Após a passagem da Schlossbrucke encontra-se a Museuminsel, a ilha no rio Spree onde Berlim começou a ser edificada, no século XIII, e que em 1999 foi eleita Património Mundial da Unesco. Começamos por ver a Berliner Dom, catedral contruída em 1454 e reconstruída em 1905 no estilo neobarroco. 

 
A Berliner Dom era a igreja da família real de Hohenzollern, encontrando noventa dos seus membros enterrados na sua cripta (salientando-se os túmulos de Frederico I e de Sofia-Carlota, esculpidos por Andreas Schluter).
 

 
A catedral é muito bonita por fora. Não a visitámos por dentro, uma vez que a entrada não é gratuita e nós temos por regra não visitar igrejas que cobram entrada, uma vez que achamos isso contra os princípios da religião católica. 


Por outro lado, lemos várias críticas que indicavam que o interior da igreja não era muito interessante esteticamente, e que a visita só valeria a pena pela possibilidade da subida à torre, com consequente vista para a Museuminsel.

2.10.11



 
À direita do Deutsches Historisches Museum é visível a Friedrichs-Werdersche Kirche, projectada por Schinkel (cuja estátua, localizada ao lado da igreja, é visível na foto) e construída de 1824 a 1830. Contém uma pequena exposição sobre a vida e obra deste arquitecto, bem como esculturas do século XIX. 



Infelizmente, e como acontece em bastantes sítios em Berlim, a informação encontrava-se toda em alemão, o que dificultou a nossa compreensão da exposição. No entanto, a igreja em si é muito bonita e vale a pena visitá-la.

1.10.11

 

O Zeughaus é o edifício mais antigo da Unter den Linden. Contruído em 1695 e antigo armazém de armas e museu militar, alberga desde 2006 o Deutsches Historisches Museum, que contém exposições sobre os 2000 anos de história alemã.

A ver a armadura medieval completa para soldado e cavalo e o globo terrestre que originalmente se encontrava no escritório de Hitler, com buracos de balas na localização da Alemanha. No corredor central encontram-se ainda 22 esculturas barrocas de guerreiros de Andreas Schluter.

 
A extensão moderna do museu, construída em 2004 e designada de IM Pei Bau em homenagem ao seu arquitecto (também responsável pelas Pirâmides do Louvre), contém as exposições temporárias. 


Embora inicialmente planeássemos visitar este museu, o facto de o termos inserido no dia em que íamos visitar os museus da Museuminsel fez com que não sobrasse tempo para tal. Ficámos com pena, uma vez que parece um museu bastante interessante.

30.9.11


A Bebelplatz deve o seu nome a August Bebel, fundador do Partido Social Democrata Alemão. Construída entre 1741 e 1743, ficou destruída na 2ª Guerra Mundial e foi reconstruída em 1950. Nesta praça ocorreu a  conhecida queima de livros nazi, a 10 de Maio de 1933, na qual membros das SS, estudantes e grupos de jovens apoiantes de Hitler queimaram cerca de 20 mil livros, entre os quais obras de Thomas Mann, Karl Marx, entre outros.

Existe um memorial subterrâneo, desenhado por Micha Ulmann, que consiste numa janela de vidro colocada no chão através da qual podem ser vistas estantes vazias. Em frente, pode ser lida a mensagem 'Dort, wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen' - 'Onde se queimam livros, eventualmente queimam-se pessoas'. 


Em volta da praça observa-se a St. Hedwigskirche, igreja construída de 1747 a 1773, baseada no Panteão de Roma e única igreja católica em Berlim até 1854.





São ainda visíveis a Antiga Biblioteca Real, construída em 1780 e baseada no Palácio Real de Viena (visível na foto) e a Staatsoper, desenhada por Georg Wenzeslaus von Knobelsdorff e construída em 1741.

 

Quando lá estivemos, com muita pena nossa, a praça estava em obras - é até possível ver o reflexo de uma grua na foto com o memorial subterrâneo. No entanto, achámos a praça muito bonita e o memorial muito interessante.